Marketing político digital: Do sonho americano à realidade local

Date 22/fevereiro/2010 | Postado por SmartIS |

Desde quando Barack Obama se elegeu com o auxílio da internet não se fala em outra coisa se não no uso das mídias e redes sociais pelos políticos e o desempenho que eles têm apresentado ao desenvolverem seu marketing digital.

SmartIS - Campanha Política 2.0

Em ano de eleições no Brasil o assunto é ainda mais explorado. Mas, não precisamos ir muito longe para observar como os políticos brasileiros têm buscado se apropriar dos benefícios das ferramentas de comunicação digital em suas campanhas.

Voltemos nossa atenção aqui mesmo para Bauru, onde vereadores, deputados e até o prefeito já utilizam o Twitter para divulgarem o que fazem. O assunto foi pauta da matéria “Twitter exige bom senso de políticos “ do Jornal da Cidade do dia 17 de fevereiro.

Não é uma tarefa difícil flagrar as gafes cometidas no microblog. Entre os erros mais comuns está a desatualização dos tweets - o que já demonstra a carência de estratégias de comunicação digital efetivas.

Outro pecado são as mensagens longas, que feitas em várias postagens, ofendem o princípio básico dos 140 caracteres, e se tornam muito incômodas ao ocuparem espaço excessivo na página principal dos seguidores.

Mas, não para por aí. A delegação do Twitter a assessores também é outro equívoco muito comum. A comunicação acaba se tornando impessoal e, muitas vezes, desinteressante. Isso até poderia ser feito de maneira eficaz se o responsável tivesse cultura digital suficiente para realizar postagens relevantes e atualizadas. Mas, não é isso o que acontece.

Como se não bastasse a desatualização, a atualização realizada com erros de grafia nos tweets é outro problema lastimável. Marketing negativo é isso o que acaba se tornando e quem se beneficia são os concorrentes.

Mas, todos esses erros não fazem parte apenas da realidade local. Por todo Brasil e em outros lugares do mundo há políticos usando as ferramentas de comunicação digital de maneira equivocada.

De nada adiantará continuar tendo a campanha de Barack Obama como referência. Se não houver consciência de cada realidade, das particularidades envolvidas em cada rede social, a atuação dos políticos na internet continuará sendo enfadonha.

O que falta?

Estratégias de comunicação digital! Obama tinha uma equipe encabeçada por Scott Goldstein cuidando de seu marketing digital. O sucesso de sua campanha não se deu por acaso ou simplesmente por seu possível carisma. O problema está em querer que as coisas aconteçam de maneira fácil…

Você segue algum político no Twitter?

E então, o que tem a dizer sobre o seu desempenho?

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